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quarta-feira, 23 de março de 2016

Cristo, o exemplo dos mártires e da Igreja Cristã


Cap. 18, v. 11: “Mas Jesus disse... não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?”

Sl 22; Is 52.13-53.12; Hb 4.14-16; 5.7-9; Jo 18-19 –
 Sexta-feira Santa 
No dia 15 de fevereiro, toda a Igreja Cristã voltou os olhos para a Líbia onde vinte e um cristãos coptas foram mortos por ordem do Estado Islâmico. Em 17 de janeiro, sete igrejas foram queimadas no Níger. Janeiro de 2013: Perseguição à Igreja Cristã na Coréia do Norte se intensifica. Uma outra reportagem também diz que, em 2012, metade do número de pessoas mortas por motivos religiosos aconteceu na Nigéria, onde mercenários muçulmanos recebiam US$ 43,00 por cada cristão morto.
E ainda, só para termos uma noção mais geral sobre a perseguição cristã no mundo, o site persecution.org diz atualmente que cerca de 200 milhões de cristãos sofrem perseguição. E uma reportagem do Vaticano constatou que mais de cem mil cristãos são mortos todos os anos, fazendo uma média de uma morte a cada dez minutos. O motivo na grande maioria desses casos: ser cristão.
Os números são realmente assustadores e nós não podemos fazer de conta que isso não nos diz respeito. São milhares de irmãos e irmãs na fé que diariamente são perseguidos, torturados, mortos por confessarem a sua fé cristã enquanto nós vivemos em um país onde temos plena liberdade religiosa e todas as oportunidades de testemunhar a nossa fé. Temos, no mínimo, o dever de orar por essas pessoas.
Seja como for, a pergunta que não cala é sempre a mesma: Por que Deus permite? Por que Deus permite que os seus filhos sejam perseguidos, rejeitados, torturados e mortos? Na verdade, muitos cristãos só não encontraram a resposta a esse tipo de pergunta porque ainda não abriram a Bíblia para procurar por ela.
Quando Jesus estava reunido com os apóstolos, conforme o evangelho de João, capítulo 15, versículo 20, ele disse: “Não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros”. E essa é a razão porque Pedro escreveu na sua primeira carta o seguinte: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós... como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo”; “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pe 4.12; 2.21).
O cristão, por estar unido com Cristo Jesus, automaticamente acaba compartilhando também do seu sofrimento. Quando um cristão sofre, Pedro diz, não pensem que isso é uma coisa estranha. Estranho é quando o cristão não sofre porque existe a grande possibilidade de ele não estar vivendo e confessando a sua fé cristã.
Sim, Deus permite o sofrimento sobre o cristão. Só ele não faz isso como castigo, muito menos tem prazer no sofrimento dos seus filhos, Deus traz o sofrimento para nos manter na fé naquele que sofreu em nosso lugar. E quando, na sua eterna sabedoria, decide que alguém precisa morrer por esta fé para nos fortalecer no nosso testemunho e exemplo como cristãos, assim ele permite.
Há poucas semanas, em vista desses acontecimentos dos quais falamos há pouco, o Dr. William Weinrich, professor de um dos nossos seminários nos Estados Unidos, escreveu um artigo sobre o martírio cristão. E ali ele disse uma grande verdade que, às vezes, passa despercebida. Ele diz: Embora nossa teologia possa nos ensinar que estamos a viver a teologia da cruz, nossa experiência de sermos cristãos no mundo diz o contrário, afinal, muito pouco temos sofrido por sermos cristãos. E se isso não é uma verdade no mundo todo, pelo menos é em alguns lugares como o Brasil.
Numa linguagem bem coloquial, aqui no Brasil nós vivemos na mamata. É muito fácil ser cristão no Brasil e talvez até por isso que nós nos acomodamos tanto, porque é bom viver um discipulado sem cruz. Só que tem um problema: não existe discipulado sem cruz. A não ser que Deus, por sua bondade está nos poupando de sofrer, ou nós realmente não estamos vivendo e confessando a nossa fé.
E se essa é a questão, então nós estamos em grande perigo. Jesus diz assim: “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32-33).
No mesmo artigo sobre martírio cristão, o Dr. Weinrich traz vários relatos de cristãos que morreram como mártires. A gente fica impressionado quando lê aquilo por causa da coragem dos mártires, pena que seria cansativo trazer todos os relatos agora. Mas pelo menos um deles merece a nossa atenção.
Vamos lembrar do que aconteceu com Perpetua, em Roma, por volta do ano 202. Mulher jovem, de família nobre, é convertida ao cristianismo. Quando acusada publicamente pelo governo romano de haver cometido o crime de crer em Jesus, o pai dela faz de tudo para que ela renegue essa fé: Pensa nos teus irmãos, na tua mãe, no teu filho. Por fim, o próprio governador pede que ela negue a sua fé para que não seja morta. Mas diante da pergunta “tu és cristã?”, ela responde christiana sum– eu sou cristã! Ela acaba de assinar a sua sentença de morte. Mas não nega a sua fé.
O que Perpetua fez não foi nada mais do que atender ao que Jesus ensinou: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37).
Christianus sum não é uma mera declaração de que fulano de tal pertence a um grupo religioso cristão. Muito mais do que isso. É a maneira do mártir perguntar ao mundo: Quem realmente tem o poder para tirar ou dar a vida?
Aparentemente as autoridades têm esse poder. Afinal, a vida de Perpetua e de tantos outros estiveram nas mãos de governos terrenos que podiam tanto condená-los como salva-los. Mas não é assim. Eles podiam até ter o poder para tirar a vida – se Deus o permitisse – mas jamais teriam o poder para dar a vida.
A vida, o maior presente que Deus dá ao ser humano, está nas mãos de Deus. Só ele pode dar a vida. Por isso, na grande maioria das vezes, os mártires não enfrentavam as autoridades dizendo: Podem me matar, um dia eu vou ressuscitar. Mas eles diziam: Podem me matar, mas eu não posso negar aquele que é o Deus Criador.
Ou seja, eles não enfrentavam a morte firmados na ressurreição, o que seria, de certa forma, uma atitude egoísta. Eles enfrentavam a morte simplesmente porque Deus é seu Criador. Em outras palavras ainda: mesmo que não houvesse ressurreição, nem Juízo final, nem salvação, ainda assim as palavras do cristão mesmo diante da morte sempre devem ser “eu sou cristão”!
Ser cristão no mundo é estar em constante conflito. Aqui não há terreno neutro. Ou nossa vida é um sacrifício aos deuses deste mundo (dinheiro, prazer) ou ao único e verdadeiro Deus; ou estamos a confessar Cristo ou a nega-lo; prontos para viver ou para morrer.
No entanto, aquele que prefere viver do que confessar a sua fé cristã, entra na morte; mas o que prefere morrer do que negar o seu salvador, entra na vida. Como o próprio Jesus diz: “Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16.25).
E esta é a esperança do cristão: saber que, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor. Porque Deus não é Deus de mortos e sim de vivos.
O cristão precisa estar consciente de que tudo o que é deste mundo, por melhor que seja ou pareça, é temporário. Amar o mundo é amar o que é temporário e abrir mão daquilo que é permanente: a vida eterna.
Jesus é e sempre vai ser o nosso grande exemplo. Pois ele, apesar da tamanha dor que sentia, sempre de novo se colocava debaixo da vontade do Pai, mesmo que essa vontade implicasse em futura crucificação. Se era esse o cálice que o Pai lhe deu para beber, era esse o cálice que ele iria beber.
No século IV (quatro) Agostinho fez uma pregação lembrando aqueles que morreram como mártires. Entre eles, Perpetua. As palavras de Sto. Agostinho, daquela ocasião, com certeza são válidas para os cristãos de todos os tempos. Assim ele diz:
“Tu sentes bem-estar? Faze pouco caso disto, e tu haverás de tê-lo. Tu negas a Cristo, com medo de estragar tua amizade com os homens; confessa Cristo, e desfrutarás a amizade na cidade dos anjos, a cidade dos patriarcas, a cidade dos profetas, a cidade dos apóstolos, a cidade de todos os mártires, a cidade de todos os crentes fiéis.”
Agostinho disse essas palavras a pessoas que talvez não as entenderiam porque não sofriam perseguição. Assim como eu faço agora. Talvez essas palavras não tenham muito impacto nas nossas vidas porque não estamos a viver grandes perseguições. Mas por quanto tempo? E quanto aos nossos filhos e netos? O nosso ensino e exemplo têm sido para que eles aprendam a viver neste mundo, o que é importante. Mas temos nos dedicado a ensinar-lhes a Palavra de Deus de tal modo que eles prefiram morrer por ela do que viver sem Cristo?
Ninguém precisa temer nem desanimar. O Senhor da Igreja prometeu que nem mesmo as portas do inferno prevalecerão contra ela.
Os mártires não foram e nem são pessoas mais santas do que nós. Mas, sem dúvida, olhando para eles sempre sob a sombra da cruz de Cristo, podemos vê-los como exemplos de cristãos que, com robusta fé e vívida esperança alcançaram a coroa da vida eterna mediante a fé no salvador Jesus Cristo.
Possamos nós também estarmos determinados e engajados no trabalho no reino de Deus, procurando, com tudo o que somos e temos, nas nossas palavras e ações, testemunhar e confessar que Jesus morreu para a nossa salvação. E quando ele nos vier chamar para junto de si, estejamos a celebrar a vitória de Cristo sobre a morte. Amém.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016





Como Posso Ser e Me Sentir Perdoado?


“Perdoe e esqueça” é como o antigo ditado diz. Mas isto é assim tão simples? Um rapaz que foi dispensado por sua namorada diz, ‘Ela realmente feriu meus sentimentos. Como eu posso perdoá-la pelo que ela me fez? ‘Uma garota que foi abusada sexualmente por seu pai anos atrás pergunta,‘Porque eu deveria perdoá-lo por isso?’. O traficante de drogas que quer mudar de vida pergunta-se, ‘Deus realmente irá me perdoar por tudo o que tenho feito?’ Como perdoar aqueles que nos têm ofendido? Como aceitar o perdão de Deus?

A Necessidade de Perdão

Deus abomina o pecado; Ele não suporta olhar para sua feiúra. Por isso, pecados não confessados em nossas vidas se colocam entre nós e Deus danificando nosso relacionamento com Ele.
"Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem seu ouvido agravado para que não possa ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça." (Isaías 59:1,2)
Not only does unforgiveness come between us and God, it also breaks our relationships with others.
"O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão separa os maiores amigos." (Provérbios 17:9)

As Exigências Para o Perdão

Por Deus abominar o pecado, o preço para o perdão é alto. A Bíblia faz as seguintes exigências para o perdão:
  • Sacrifício. Hebreus 9:22 diz que "sem derramamento de Sangue não há perdão." No velho testamento, o sacrifício de um cordeiro imaculado foi requerido para satisfazer a ira de Deus. Jesus, o Filho de Deus, que nunca pecou, morreu em uma cruz e se tornou o último sacrifício pelo pecado. Jesus comprou nosso perdão quando morreu na cruz.
    " Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto sim, na carne, mas vivificado no espírito…" (1 Pedro 3:18)
    "No qual (Jesus) temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça." (Efésios 1:7)
  • Perdão para com os outros. Outra exigência para o perdão dos pecados é que perdoemos uns aos outros. 1 Coríntios 13:5 diz que "(o amor) não se ressente do mal." Lembre-se que Provérbios 17:9 nos fala que o verdadeiro amigo perdoará. Deus tem, também, feito o perdão para com os outros uma exigência para o recebimento de Seu perdão.
    "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas." (Mateus 6:14,15)"Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Efésios 4:32)
  • Confessão do pecado. Temos que confessar nossos pecados para Deus para que nosso relacionamento com Ele seja completamente restaurado. Olhando para trás, para a necessidade de perdão, vemos que pecados não confessados podem nos separar do amor de Deus. Confessão é o caminho para restaurar o relacionamento com o Senhor, lembrando que é pra nosso próprio bem que confessamos, para retornarmos para o Senhor porque Ele é fiel mesmo quando nós não o somos (2 Timóteo 2:13).
    "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9)
  • Arrependimento. Temos que decidir mudar, nos desviar de nossos pecados.
    " Portando assim diz o Senhor: Se tu te arrependeres, eu te farei voltar e estarás diante de mim…" (Jeremias 15:19a)

Os Resultados Provenientes do Perdão.

A Bíblia promete os seguintes benefícios do perdão de Deus:
  • Felicidade. Quando conhecemos o perdão de Deus, somos bem-aventurados (abençoados e felizes).
    " Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo." (Salmos 32:1,2)
  • Deus escolheu não reter nossos pecados contra nós.Outra conseqüência do perdão é que Deus não mantém registro dos nossos pecados, Ele não os retém contra nós. Porque o sangue de Jesus cobrir nossos pecados,Deus escolheu apagá-los de Sua mente.
    " Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amos de mim e dos teus pecados já não me lembro." (Isaías 43:25)
  • Deus remove os nossos pecados. É possível para Deus nos olhar sem ver os nosso pecados porque quando Ele nos perdoou e "Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões." (Salmos 103:12)
  • Nós podemos nos perdoar. Quando somos perdoados, podemos nos perdoar e continuar com nossas vidas.
    " Irmãos, quanto a mim não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses 3:13,14)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015


Quais são os elementos essenciais da mensagem do evangelho?





 
Pergunta: "Quais são os elementos essenciais da mensagem do evangelho?"

Resposta: 
A palavra "evangelho" significa "boas novas" e é mais bem definida como a mensagem de perdão do pecado através da obra expiatória de Jesus Cristo. É essencialmente o plano de resgate de Deus para aqueles que confiam em Seu divino Filho a fim de se reconciliarem com um Deus justo e santo. O conteúdo essencial da mensagem salvadora é claramente definida para nós na Bíblia.

Na primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, ele expõe o conteúdo da mensagem do evangelho: "Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão. Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:1-4).

Nesta passagem, vemos três elementos essenciais da mensagem do evangelho. Primeiro, a frase "morreu pelos nossos pecados" é muito importante. Como Romanos 3:23 nos diz: "pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus." A realidade do pecado precisa ser reconhecida por todos que se aproximam do trono de Deus para a salvação. Um pecador deve reconhecer o desespero de sua culpa perante Deus para que o perdão possa ocorrer, e ele deve entender que o "salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). Sem esta verdade fundamental, nenhuma apresentação do evangelho é completa.

Segundo, a pessoa e obra de Cristo são componentes indispensáveis do evangelho. Jesus é tanto Deus (Colossenses 2:9) quanto homem (João 1:14). Jesus viveu a vida sem pecado que nunca poderíamos viver (1 Pedro 2:22) e é o único que podia morrer uma morte substitutiva pelo pecador. O pecado contra um Deus infinito requer um sacrifício infinito. Portanto, ou o homem, que é finito, tem de pagar a pena por um período infinito de tempo no inferno, ou o Cristo infinito deve pagar essa penalidade uma só vez. Jesus foi à cruz para pagar a dívida que devemos a Deus pelo nosso pecado, e aqueles que são cobertos pelo Seu sacrifício herdarão o reino de Deus como filhos do rei (João 1:12).

Terceiro, a ressurreição de Cristo é um elemento essencial do evangelho. A ressurreição é a prova do poder de Deus. Apenas Aquele que criou a vida pode ressuscitá-la após a morte, só Ele pode reverter o horror da própria morte, e só Ele pode remover o aguilhão da morte e da vitória da sepultura (1 Coríntios 15:54-55). Além disso, ao contrário de todas as outras religiões, o Cristianismo possui um Fundador que transcende a morte e promete que os seus seguidores farão o mesmo. Todas as outras religiões foram fundadas por homens e profetas cujo fim era a sepultura.

Finalmente, Cristo oferece a sua salvação como um dom gratuito (Romanos 5:15; 6:23) que só pode ser recebido pela fé, independente de quaisquer obras ou mérito de nossa parte (Efésios 2:8-9). Como o Apóstolo Paulo nos diz, o evangelho é "...o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego" (Romanos 1:16). O mesmo autor inspirado nos diz: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo" (Romanos 10:9).

Estes, então, são os elementos essenciais do evangelho: o pecado de todos os homens, a morte de Cristo na cruz para pagar por esses pecados, a ressurreição de Cristo para oferecer a vida eterna àqueles que O seguem e a oferta do dom gratuito da salvação a todos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

                                                          Reforma ou Halloween?



O dia 31 de outubro é lembrado por dois eventos distintos e com propósitos igualmente diferentes.
Por um lado, comemora-se também o Halloween – o dia das bruxas. É vista por muitos como brincadeira infantil e diversão. Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao "senhor da morte", "Samhain", em 31 de outubro, noite em que o deus da morte convocava os maus espíritospara reunir-se na última noite do ano para examinar os acontecimentos do futuro e voltar aos lugares em que haviam vivido na terra.

Era o dia mais apropriado para todo tipo de adivinhações sobre o casamento, sorte, saúde e morte. Dia especial em que os pagãos invocavam a ajuda do diabo para esse fim. Enfim, uma data na qual há uma grande aproximação com as forças ocultas maléficas.
Por outro lado, cristãos lembram da Reforma Protestante, iniciado nesta data, quando o padre Martinho Lutero afixou na porta do castelo em Wittemberg as suas famosas 95 teses, convocando um debate. Tinham a seguinte introdução: “Debate sobre o esclarecimento do poder das indulgências. Por amor à verdade e pela necessidade de trazê-la à luz, será discutido em Wittenberg o que abaixo segue, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero. Aqueles que não podem debater este assunto pessoalmente conosco, poderão fazê-lo por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!”
Lutero buscava a volta do cristianismo puro e simples, a volta ao básico, à doutrina bíblica dos apóstolos. Havia uma necessidade urgente de reforma na igreja e nos costumes e tradições que estavam distantes da verdade bíblica. Muitos andavam errantes se perdiam por não conhecerem a verdade e a seguirem.
No livro do profeta Oséias é dito que “meu povo se perde por falta de conhecimento” (Oséias 4.6).
Nossa sociedade, também hoje, perece por falta de conhecimento da verdade. É necessário voltar ao básico. Vivemos um caos em todos os sentidos: social, político, moral. A reforma é urgente, também hoje. Não uma reforma eclesiástica, mas uma reforma na vida e modo de viver.
Reformar significa dar ou receber uma nova forma, tornar-se outro, fazer diferente. Normalmente, a ideia de reforma implica um movimento, um caminho, uma trajetória de melhora: aquilo que não está bom, que está estragado, corrompido, precisa ser reformado, isto é, precisa ganhar uma nova forma.
Para isso é necessário voltar ao básico. É necessário conhecer a verdade para poder aplica-la à vida. Jesus diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).
Por isso, antes de dar atenção a brincadeiras estúpidas e infantis, voltemos ao básico, reformemos nossas vidas e modo de viver à luz da verdade. E seremos de fato livres e felizes.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Uma Igreja em Comunhão
(At. 2:12-16)

Meus irmãos e minhas irmãs eu gostaria de meditar com vocês mais uma vez sobre a Igreja de Jesus. O comportamento da Igreja de Jesus nos últimos tempos tem me chamado a atenção. Primeiro porque têm surgido movimentos por todos os lados, ministérios e mais ministérios com o nome de Igrejas. O momento da música cristã sadia, hoje em dia é chamado de gospel. A palavra gospel na verdade significa evangelho em inglês. Porém muita gente não dá conta disso e pensa que se trata simplesmente de um nome chique porque sua pronúncia é diferente. Tem muita gente famosa entrando nessa somente porque o nome é bom e atrai as pessoas.
Na verdade fizeram da música gospel, que na verdade é música evangélica, um grande negócio. Aliás, estão fazendo do evangelho de Cristo um meio de ganhar dinheiro, muito dinheiro. São inescrupulosos nesse sentido. Os artistas estão emigrando-se do mundo onde estavam e migrando-se no mundo “gospel”. O público evangélico é menos exigente e aqui está vendendo muito bem. Até mesmo a Rede Globo que nunca gostou de evangélicos, agora tem investido na divulgação dos CDs e de artistas gospel. Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, isso é muito preocupante para quem pensa na Igreja de Cristo como algo sério que tem como objetivo implantar o Reino de Deusnos corações e não o “Reino deste mundo”, que é o que de fato está acontecendo.
Grandes homens de Deus do passado estão se preocupando em comprar rede de emissora de televisão, rede de emissora de rádio.
A preocupação com as Megas-Igrejas é latente e salta aos olhos. A vaidade dos“grandes pregadores” também cresce a cada dia. Menos uma coisa: A comunhão entre os irmãos e irmãs. Quanto mais tecnológico o mundo fica, quanto mais e melhores meios de informações temos à nossa disposição, mais distantes tornam-nos, uns dos outros e umas das outras. Temos transformado as nossas Igrejas em clubes onde quase sempre existem grandes aglomerados de pessoas, quando existem. E sem comunhão. Distantes uns dos outros. Porque em muitos casos nem isso. Pouca gente vem aos cultos com regularidade. Eu falo com regularidade. Porque as pessoas vêm, mas de maneira irregular.
Aqui em Lins nós somos mais ou menos duzentas pessoas que estão realmente na Igreja. Mas quantas estão nos cultos? Se viessem todas regularmente as teríamos todas aqui e o templo cheio.  Mas como isso não acontece então à conclusão a que chegamos é que as pessoas vêm aos cultos, porém não com freqüência. Talvez por aquilo que eu disse acima. Falta de comunhão entre os irmãos. Não estamos realmente ligados uns aos outros. A  razão do sucesso da Igreja primitiva e dos prodígios que os apóstolos faziam estava na comunhão entre os irmãos.  Eles estavam sempre de acordo uns com os outros e isso causava admiração dos de fora a Igreja crescia.
Releia o texto bíblico acima. A Igreja de Cristo é corpo. Como corpo tem muitos membros e são também, diferentes uns dos outros, porém trabalham em verdadeira harmonia.  Quando um irmãzinho está destoando dos demais acaba por prejudicar todo o resto do corpo. Por isso temos insucesso e mau funcionamento no corpo de Cristo que é a sua Igreja.
Estamos juntos, mas sem comunhão. Existem casos até que suportamos um determinado irmão com muito sofrimento.
Queridos e queridas urge que procuremos viver em paz uns com os outros, umas com as outras e em plena comunhão.
A Palavra de Deus diz que isso se chama entranhados afetos. É isso mesmo. Precisamos estar grudados uns aos outros e umas nas outras como corpo de Cristo que somos. Comunhão. Koinonia. Amém.
Rev. Jesué Francisco da Silva

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

                            A MENSAGEM CENTRAL DO EVANGELHO




 A MENSAGEM CENTRAL DO EVANGELHO - MARCOS – 1.14,15

Introdução

Qual seria a mensagem de Jesus para os dias de hoje? Será que ele pregaria as mesmas coisas que pregou há quase dois mil anos atrás? Após o seu batismo e tentação no deserto, ele iniciou a suas pregações na Galileia. Não veio pregando prosperidade, sucesso, mas a urgência do Reino de Deus. A essência de sua mensagem era o Reino de Deus.
1. Galileia, lugar em que Jesus iniciou seu ministério (Lc 4.14,15), foi também o lugar onde ele cresceu. Era considerada uma região inferior, desprezada; ninguém esperava algum bem de lar (Jo 7.4). Era uma região de muitos pobres, desprezados pelos judeus. Porém, havia uma promessa para aquela região (Mt 4.12-17). Fazia parte dos planos de Deus que a luz brilhasse nas trevas (Rm 5.20).
2. A mensagem de Jesus – pregava o evangelho do Reino (1.14b). O conteúdo do Evangelho é o Reino de Deus.
2.1. Evangelho – significa boa mensagem. “É boa mensagem porque Deus em Cristo cumpriu suas promessas a Israel, e o caminho da salvação foi aberto para todos”.
2.2. Reino – é o governo dinâmico e soberano de Deus. É Ele reinando no coração daqueles que crêem. O Reino é a vontade de Deus sendo feita aqui na terra (Mt 6.10). O Reino em sua plenitude é escatológico. Mas Jesus também disse que ele está dentro de nós (Lc 17.20). O Reino é chegado a vós, pois os demônios são expulsos (Mt 12.28); os homens estão sendo libertos da escravidão satânica (Mc 1.28). O Reino vem com todo poder arrancando o homem das garras de Satanás.
 Quando se diz que o Reino de Deus está próximo não está querendo dizer que vai chegar daqui a pouco, como quem fala de proximidade de tempo. O que Jesus está dizendo é que o Reino de Deus é acessível. (Champlin).
Ø
3. A mensagem do Reino é urgente. O tempo está cumprido – já chegou – está acessível a todos (v.15a).
 O evangelho de Jesus é a afirmação de que o Reino de Deus está disponível, desde já, para todos aqueles que abandonam o reino do eu, abrem mãos de sua pretensão de ser, para si mesmo, o padrão do bem e do mal.
Ø
4. Condição para entrar no Reino de Deus: Conversão – (v.15.b)
 Conversão – voltar-se ou retornar-se, dá meia volta; voltar-se do pecado para Deus. “Conversão é a nossa resposta espontânea ao chamado do Evangelho, pela qual sinceramente nos arrependemos dos nossos pecados e colocamos nossa confiança em Cristo”.
Ø
 A conversão autêntica para Deus, sob quaisquer circunstâncias, envolverá sempre auto-humilhação no íntimo, uma verdadeira mudança de coração, busca sincera pela face do Senhor (At 26.18).
Ø
À CONVERSÃO ESTÃO RELACIONADOS DOIS ELEMENTOS:
4.1. ARREPENDIMENTO – (grego metanoia) significa mudança de mente, de atitude, de comportamento. É virá às costas para o pecado.
4.2. FÉ – é a atitude mediante a qual o homem abandona toda a confiança em seus próprios esforços e passa a confiar somente em Cristo.
 A verdadeira fé é a que tem a sua sede no coração e está enraizada na vida regenerada. É uma firme convicção efetuada no coração pelo Espírito Santo. É uma confiança sincera nas promessas de Deus em Cristo.
Ø
 Fé não é um poder dirigido a Deus; não é um poder que O atrai. Fé é um dom de Deus.
Ø
Conclusão
Nos dias atuais o Evangelho de Cristo, que tem como essência o Reino de Deus, tem sido substituído por outra mensagem, a auto-ajuda. Ao invés de pregar a vinda do Reino, fé e arrependimento, prega-se auto-ajuda. Além disso, pregadores da auto-ajuda têm também substituído:
 O engajamento na busca de justiça social pela busca do sucesso individualista;
Ø
 A preocupação em formar pessoas de caráter pela preocupação de formar pessoas de sucesso;
Ø
 O compromisso com o cumprimento do dever pela satisfação da vontade.
Ø
RESULTADO DA AUTO-AJUDA
 Pastores carismáticos, de muito sucesso, mas sem caráter;
Ø
 Crentes gananciosos, prósperos, mais sem nenhum compromisso com o Reino de Deus.
Ø
A presença do Reino trás transformações morais e espirituais. A pregação de Jesus é um convite ao arrependimento. Diferente do que se prega hoje.
A NOSSA MENSAGEM DEVE SER: “O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO ARREPENDAM-SE E CREIAM NO EVANGELHO”

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



A confiança requer que você coloque sua agenda nas mãos de Jesus, crendo que o tempo
dele é perfeito para todas as coisas em sua vida. Sua natureza humana quer que as boas coisas aconteçam imediatamente, não mais tarde. Mas você aprende a crer e a esperar que as coisas aconteçam no tempo perfeito de Deus à medida que amadurece na vida cristã. Confiar em Jesus freqüentemente significa não saber como Ele irá realizar algo e quando Ele o fará. Mas não
saber “como e quando” fortalece sua fé e lhe ensina lições de confiança. Lembre-se: a confiança não é herdada, é aprendida. O tempo desempenha um papel importante para aprender a confiar em Jesus. À medida que você experimentar a fidelidade do Senhor, vez após vez, desistirá de
confiar em si mesmo e colocará sua vida nas mãos habilidosas de Deus. Esse é um lugar maravilhoso para estar! Confia no Senhor,pois ele que cuidar de você
“De maneira nenhuma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”
(Hebreus 13.5)

     É uma promessa maravilhosa! Não é tão difícil aceitar essa promessa, pela fé, quando não somos assolados por grandes provações. Mas se estivermos em uma hora escura – quando o Senhor a permite – com medo e solidão, então precisamos confirmar nossa fé e nos agarrar nessa promessa de Deus. Sim, Jesus também está conosco mesmo que não notemos ou não sintamos nada. Mesmo nessa condição devemos e queremos dar crédito inabalável a esta palavra.
O Senhor não diz: “não ficaras abandonado...”, mas com garantia extra fala: “[Eu] não te deixarei...”. Ninguém menos que o próprio Senhor ficar com você!
O Senhor também não diz “não vos deixarei” mas “não te deixarei”. O Senhor não se dirige a massa, mas ao individuo. Jesus Cristo é tão poderoso, que ele toma conta de você de tal maneira como se existisse somente você neste mundo e não mais de sete bilhões de pessoas. –“Não te deixarei”

Na segunda parte do versículo vemos que o Senhor ainda sublinha o que disse: “Jamais te abandonarei”. Em outras palavras Ele reforça e repete, como se fosse dizer: “Não importa o tamanho da provação, Eu lhe dei dupla promessa de estar com você!” Davi experimentou isso no vale da sombra da morte: “... não temerei mal algum, porque tu estas comigo” (Salmo 23.4). De hoje em diante louvem a Jesus, crendo que Ele está convosco nas vinte e quatro horas do dia, apesar de nossos sentimentos.Tenha esta certeza

quinta-feira, 3 de setembro de 2015



Que dizer sobre adivinhos e benzedeiras?


Sobre os adivinhos, curandeiros, benzedeiras, etc., que benzem para curar alguma doença, essas coisas, é verdade? Elas curam, tiram mal-olhado…?
E também sobre o candomblé que há na Bahia, que se mistura com a Igreja Católica, quando há a lavagem das escadas da Igreja do Sr. do Bonfim, como fica a Igreja diante disso? E as pessoas que dizem que vê a aura das pessoas, que vêem espíritos, como aquela mulher que estava no ”programa Gugu”, que foi junto com ele ao Carandiru e lá via almas sofrendo, etc., Isso então é tudo visão que o demônio dá à essas pessoas?
A Bíblia ou Igreja do Senhor Jesus não autoriza tais práticas sincretistas , essas benzedeiras não fazem algo legal e deve ser evitado. A mesma condenação pesa sobre os adivinhos, necromantes, cartomantes, búzios, etc; devem ser totalmente evitados, pois é uma prática que é pecado contra o primeiro mandamento, pois busca-se poder ou informação sem a vontade de Deus.
Sobre essas pessoas que vêem espíritos a Igreja recomenda cautela; pois ensina que os espíritos de pessoas não se manifestam; pode ser ação do demônio ou apenas ação da própria pessoa no campo natural ou paranormal; não se deixe levar por isto.
A Igreja condena todo tipo de sincretismo (mistura) religioso, pois as crenças dessas seitas, candomblé, macumba, etc, não se coadunam com a fé da Igreja Cristã

domingo, 23 de agosto de 2015

    O amor que devemos aprender, 1 Cor 13









Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

No grego antigo, havia três palavras que significavam amor: "eros", "phileo" e "ágape". Eles usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.

A palavra "eros" se referia ao amor sexual e, como sabemos, deve existir dentro do casamento.

A 2a palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. Este tipo de amor, que se desenvolve com o tempo, também deve existir no casamento.

Por último, temos o amor "ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor sempre caracterizou Deus. Em João 3:16 a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um casamento fundamentado no AMOR ÁGAPE pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos nosso casamento no AMOR ÁGAPE, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um casamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor.





Em I Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas:

1. A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se tenho dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangada, nunca levanto a voz ou perco a calma.

2. Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se tenho esta tão preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo.

3. A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.

4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo ou marido se sinta inferior ou deixado de lado.

5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma.

6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia.

7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.

8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, nem fico facilmente amargurada. Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou super- sensível.

9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.

10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.

11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.

12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.

13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.

14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.

15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.





Finalmente, podemos dizer que o AMOR ÁGAPE é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O AMOR ÁGAPE também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.

Um excelente treinamento para o casamento: "Mostre amor pelas pessoas da sua família. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las

sábado, 13 de junho de 2015

Princípios para um Namoro Cristão
 


 

Namorar todo jovem quer, mas como fica os princípios de Deus num namoro cristão? Como devem se comportar, agir e continuar um namoro dentro das bênçãos de Deus? Princípios para um Namoro Cristão

O namoro cristão é uma preparação. Um período extremamente importante na vida de dois jovens cristãos e de muitas responsabilidades. Representa um período de transição entre dois jovens ou adultos, um homem e uma mulher, crentes no Senhor Jesus Cristo, sendo que ambos devem ter um bom nível de maturidade. Ambos mantém um bom ritmo de comunicação, sendo através deste relacionamento orientados e preparados por Deus para um futuro casamento. Namoro cristão deve sempre visar o casamento. Um namoro que não tem como alvo um futuro casamento, sequer deve ser iniciado.

Embora o desejo seja que ambos se tornem íntimos em seu relacionamento, isso não quer dizer liberdade no aspecto físico e muito menos liberdade sexual entre o casal de namorados. A relação sexual está destinada a ser desfrutada apenas entre pessoas devidamente casadas (Hebreus 13.4; Gênesis 2.24; Cantares de Salomão 4.12; 1Tessalonicenses 4.3-5; Colossenses 3.5-6; 1Coríntios 6.15-20; 1Timóteo 5.22; 2Timóteo 2.22).

Este é um período de conhecimento mútuo, conhecimento da alma, do coração, nunca do físico um do outro. O aspecto físico está destinado para depois do casamento. Portanto, exige disciplina própria, vigilância constante. É um tempo onde se obtém oportunidade de duas personalidades diferentes se harmonizarem, conhecerem um ao outro. Comunhão espiritual é fator primordial. Lembre-se que quanto mais próximo cada um estiver de Deus, mais próximo estarão um do outro. Este período também serve para confirmar a perfeita vontade de Deus para a vida de ambos.


 

O padrão de Deus para um namoro bem sucedido é este:
 


1) Espiritual – forte. Deus em primeiro lugar, nunca seu namorado (a).
2) Vontade, emoções e mente dentro do plano de Deus.
3) Corpo (físico) – sob controle.

Quando um namoro está fora do padrão de Deus, o que acontece é justamente o contrário:1) Espiritual – fraco. A sensibilidade espiritual está cauterizada.
2) Emoções, vontade e mente – descontrolada.
3) Físico – sensual.

Portanto, fora do padrão de Deus ocorre que o lado espiritual fica cauterizado; a mente, a vontade e as emoções raciocinam de forma sensual e o físico fica corrupto. Uma pergunta séria a se pensar: A vontade de Deus é mais importante que o seu namoro? Como Começar um Namoro Cristão?

Alguns aspectos são importantes para um começo no namoro cristão. Geralmente não sou de estabelecer uma idade certa para alguém namorar. Antigamente isso era o costume, hoje com o decorrer dos tempos e uma mudança na cultura não se faz mais tal coisa. Porém, ainda assim, existem pais que estabelecem uma determinada idade para que seus filhos venham a poder namorar. Eu creio que isso é benéfico e sábio por parte dos pais, mas não uma exigência.



 

Vejamos alguns requisitos importantes para se começar um namoro:
 


1 . Salvação - Ambos os jovens ou adultos devem ser verdadeiramente salvos, ou seja, ambos já devem ter aceitado a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador pessoal (João 3.16; Lucas 19.10; Romanos 10.9-10).

2. Maturidade física e Espiritual -  Não devem ser crianças, pois maturidade é importante e essencial no relacionamento entre duas pessoas (Efésios 4.13; 1Coríntios 14.20).

3. Comunhão com Deus -  Primeiramente Deus deve estar sendo uma fonte de luz em sua vida, uma fonte de vigor espiritual. Se não tiver comunhão com Deus, nunca será abençoado em qualquer tipo de relacionamento (1João 1.6-7).

4. O rapaz inicia - Em nosso tempo moderno é "comum" uma moça querer iniciar um namoro. Mas isso fere o princípio bíblico. Mesmo num namoro, o rapaz é o líder, é ele quem deve iniciar, é ele quem deve pedir à moça para namorar.

5. Permissão dos pais - Ambos os pais dos pretendentes devem estar de acordo com o namoro. Isso demonstra confiança e honra dos filhos para com seus pais. Um namoro onde os pais não apóiam, geralmente resulta em muitas dificuldades. Isso não significa que os pais são a autoridade final no namoro, significa que estão querendo a bênção paterna para o relacionamento.

6. Apoio do seu pastor - Isso é importante e muitas vezes negligenciado pelos cristãos. O pastor de ambos deve apoiar e dar sua bênção. Pode ser que pastor veja coisas que eles não estão vendo e por isso é importante receber o apoio, o conselho deste servo de Deus.

7. Comunicação e visitas - Deve-se procurar estabelecer um determinado ritmo nas visitas por parte do rapaz à casa da moça. É claro que não todos os dias. Estabelecer uma boa comunicação entre ambos.

8. Confiança dos pais - No decorrer do namoro, deve procurar ganhar e manter a confiança dos pais. Verificar como é a relação entre a pessoa e seus pais. Procurar ser sensível para qualquer mudança.


 

Como Continuar um Namoro Cristão?
 

1. O interesse deve estar voltado para a personalidade da pessoa, a parte imaterial. É importante que isso esteja bem claro na mente dos namorados.

2. O interesse deve ser estabelecido na parte espiritual da pessoa, não em seu corpo físico, não no dinheiro que o outro tem, não no carro, na casa, na popularidade, na beleza, etc. A parte espiritual é a mais importante sobre todas. Mais uma vez: quanto mais próximos estiverem de Deus, mais próximos estarão um do outro. O contrário também é verdadeiro: quanto mais longe estiverem de Deus, mais longe ficarão um do outro.

3. Reconheça que cada cristão é chamado de propriedade particular, pessoal, peculiar de Deus (1Pedro 2.9). O namorado que não respeita tal fato está desrespeito os princípios de Deus e desrespeitando o próprio Deus, bem como a pessoa, a família dela, a Palavra de Deus e o futuro casamento.

4. Evitar contato físico exagerado. Todo namorado gosta de receber um carinho, beijos e abraços. Porém, deve-se parar por aqui. Procure a todo custo evitar continuar os avanços físicos, como tocar em outras partes do corpo da moça, por exemplo. Isso pode provocar desejos sexuais que não pode ser satisfeito devidamente antes do casamento (1Tessalonicenses 4.3-8; 1Coríntios 7).

5. Existem condições onde a freqüência de visitas deve ser limitada. Isso exige paciência por parte de ambos. Algumas vezes a saúde, doença, serviço militar, estudos, trabalhos, deveres pessoais impedem que estejam juntos. Sejam pacientes nessas horas.

6. Cautela com o modo de vestir, cautela em sua conversa, cautela em seu comportamento e mesmo nos gestos. Lembre-se de semear um ambiente agradável em que vale a pena estarem juntos.

7. Evitar ficar sozinhos em ambientes fechados e por muito tempo. Procure estar em atividades com outros jovens, ou seja, procure envolver seus amigos em suas atividades.


 

Qual o Perigo de Acariciar?
 

* Mata a espiritualidade de ambos os namorados.
* Pode fazer com que fiquem cegos para os valores verdadeiros, as virtudes de cada um.
* Pode fazer com que abaixem os padrões da moralidade.
* Pode conduzir para a realização do ato sexual não permitido por Deus antes do casamento.
* Pode conduzir para depravação, destituição da dignidade.
* Pode conduzir para o desenvolvimento de um desejo de satisfação não natural.
* Pode causar frustração e nervosidade.
* Pode conduzir para um casamento errado, com a pessoa errada.
* Pode conduzir para contrair doenças.
* Pode conduzir ao desrespeito mútuo.



 

Conselhos Práticos:
 

* Nunca case com alguém que não seja cristão (2Coríntios 6.14-18; Amós 3.3).
* Ore para a escolha de Deus (Salmo 37.5; Provérbios 3.6).
* Evite casar sob pressão (Romanos 12.1-2). Não case pensando que sua vida se endireitará depois do casamento. Não case com alguém pelo qual não tenha respeito.
* Não case cedo demais ou de repente (Tiago 1.4-5). Procure ver sua relação com Deus, os hábitos da pessoa, os pais, o modo de vida.
* Não case tendo uma perspectiva errada do sexo (Gálatas 5.16-25). Alguns casam para desfrutar do sexo, mas casamento não é apenas sexo, muito mais está envolvido.
* Casamento é para sempre, ou seja, "até que a morte os separe" (Gênesis 2.24; Romanos 7.1-3; Mateus 19.6).

quarta-feira, 3 de junho de 2015

                                  As Dez Virgens


Nos lábios de Jesus o Reino de Deus foi-nos revelado por parábolas. Uma parábola é um estilo literário cuja especificidade depende de quem a ouve e como a entende. É como um provérbio dilatado que contém um ensinamento com o objectivo de despertar a atenção das coisas concernentes aos mistérios do Reino de Deus. Dir-se-ia que a parábola pode ser interpretada de acordo com a revelação que cada um tem de Deus. Convém dizer que nos estamos a referir às parábolas do Reino de Deus.
Querendo Deus, nesta série sobre parábolas, o Leitor poderá contribuir com a sua participação, nos comentários que entender fazer e assim enriquecer a todos.
A parábola das dez virgens, Mt 25:1-13, significa a totalidade da igreja, em que cinco foram consideradas prudentes e cinco imprudentes.
A narrativa diz que as dez virgens aguardavam o Noivo e que demorando este todas adormeceram. Quando o Noivo chegou todas despertaram a fim de participarem das bodas, Ap 19:7. As imprudentes não tinham consigo o azeite para resplandecerem e pediram às prudentes que lhes dessem uma porção ao que estas recusaram dizendo que não lhes viesse a faltar. Apercebendo-se de que não estavam preparadas para o evento correram a comprar e quando voltaram a porta tinha-se fechado.
No Sermão da Montanha, Jesus afirmou que Ele era a luz do mundo e que nós também eramos as luzes do mundo e que devíamos de brilhar perante os homens para que glorificassem a Deus, pelas nossas boas obras, Mt 5:14-16.
Todo aquele que crê em Cristo é justificado, na graça de Deus pela fé. A doutrina da justificação pela fé foi a bandeira da Reforma Protestante,no século XVI. A prática das boas obras como forma de obter a salvação desviou o foco da obra do Redentor e a ICR da época prestou um mau serviço ao Reino de Deus.
Temamos nós pois que considerando apenas a fé deixemos de praticar as boas obras como nos foi recomendado, no texto seguinte:
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e alguém de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos, e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo,que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma, Tg 2:14-17“.
Conclusão: Você e eu resplandecemos quando praticamos o mandamento de Jesus de amar a Deus e ao próximo.
É tempo de despertar de uma crença que não nos faz brilhar diante dos homens porque é com o nosso testemunho de fé em obras que eles glorificarão a Deus.